quarta-feira, 28 de agosto de 2013

A assessor da Casa Civil que veio de Realeza


                     
                      

O assessor especial da Casa Civil Eduardo Gaievski (foto) foi afastado de suas funções, decorrente de reportagem publicada por VEJA, no último fim de semana, que trata sua prisão preventiva determinada pela Justiça Federal de Realeza, no Estado do Paraná.

Segundo a matéria da revista Veja, Gaievski é procurado por prática de estupro ocorrido naquela cidade, cujo crime foi denunciado por três adolescentes em depoimento à polícia. O estupro teria ocorrido por troca de emprego na prefeitura local.

O dito rapaz assumiu seu cargo em janeiro de 2013. Contra o mesmo consta uma vasta lista de acusações e processos judiciais, o que vai de encontro ao princípio da ética, boa conduta e principalmente a um decreto presidencial, que veda o provimento em cargos de confiança de pessoas que respondam a processos judiciais e administrativos.

Nos surpreende o comportamento do Governo ao fazer vista grossa diante do passado do assessor da ministra Gleisi Hoffmann, pois é sabido que anterior à nomeação de qualquer pretendente a cargo comissionado ou não, é realizada um "varredura" na vida pessoal do almejante ao cargo.

Havendo qualquer contrariedade do que prega a letra da lei, o candidato é sumariamente "cortado", ou seja, não seria aceito aos quadros de pessoal do governo.

Talvez por se tratar de um companheiro, de um camarada, não houve necessidade dos rigores da lei, apenas os sabores adocicados da lei.

                       

terça-feira, 27 de agosto de 2013

A fuga de um fugitivo

O senador Roger Molina da Bolívia pisou em terras brasileiras no último fim de semana após longa, exaustiva e tensa viagem, como ele mesmo afirmou, com o apoio de uma logística policial/diplomática iniciada no interior da Embaixada Brasileira na Bolívia.

O político boliviano afirmou que era contundentemente perseguido pelo governo de Evo Morales e por essa razão havia solicitado asilo político ao Brasil, o qual o concedeu e permaneceu na embaixada por mais de 400 dias.

Não se sabe, ao certo,  quem tem tem razão nessa briga interna boliviana. O senador ou o presidente Evo Morales. O que se sabe que são políticos adversários ferrenhos. Mas de verdade, colocou o Brasil no seio da questão e agora teremos que sair de forma equilibrada e racional sem apelo ideológico.

A fuga do senador não deve ter sido planejada de um dia para o outro e acreditamos que não tenha sido traçada entre pouquíssimas pessoas, ou melhor, autoridades.

Sabe-se por meio de outros periódicos que o governo brasileiro, de maneira informal, tinha ciência da viagem fugitiva do senador e se acredita que até mesmo autoridades bolivianas tiveram acesso às tratativas da "fuga" com bastante antecedência da data inicial.

O senador boliviano ao chegar a cidade de Corumbá no Estado do Mato Grosso do Sul fora, de certa forma, apreendido pela Policia Federal, mas logo em seguida foi determinado pelo Ministro da Justiça do Brasil, Eduardo Cardoso, que o liberasse.

Em seguida, o senador boliviano foi atendido pelo SUS naquela mesma cidade por ordens do Ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Decorre que é verídica, em tese, que as autoridades brasileiras sabiam da viagem do senador Roger Pinto Molina.

Após, o mesmo seguiu para Brasília, em jatinho particular, na companhia do Senador Ricardo Ferraço - PMDB/ES.

De concreto, até o momento, foi a demissão do  embaixador Antonio Patriota, que segue para a ONU - ganhando em dólares - e a abertura de sindicância em desfavor do diplomata Eduardo Saboia, o qual veio na companhia do senador boliviano de La Paz até a cidade de Corumbá - MS.

O blog vai em busca da verdadeira operação dessa aventura política/diplomática, pois aguça a nossa curiosidade e ver quem de fato tem ou não tem razão nessa operação de viagem, aliás, fuga.